quarta-feira, 8 de abril de 2015


Poema primeiro



Estranha e irresistível esta atração

Que me faz vir e te levar sempre comigo

Que me transporta para um mundo mágico,

Irreal, irresistível das sensações, da

Incompreensível paixão de tudo e de você.

Gosto de te ouvir, de te ver,

Como uma miragem ou uma magia,

Cada vez mais próximo, inebriante, real.

Quero te sentir perto, mesmo ausente.

Na solidão de qualquer momento,

No desejo constante de te rever.

Quero-te assim: belo, mágico, quase irreal

Inesquecível miragem, paisagem.

E de tanto te ouvir, sentir, de te olhar assim,

Quero poder te juntar a mim em qualquer lugar.

 19/02/99


VOCÊ


Assim te vejo: como sonho, mas

Sonhos se vão, deixam a lembrança,

Como se pudéssemos viver o que queremos.

Quero te ouvir, porque ouvir é real.

Ouvi-lo cantar, o que me impede?

Quero poder levar tua voz, tua imagem,

Agarradas a mim,

Através desses muros, dessas estradas,

Que se põem entre nós,

Entre meu ser e o teu,

Todas as vezes que de lá saio,

Através da noite, por entre medos,

Até o espaço dessa solidão,

Que me traz você de novo,

Vivo, belo, inteiro,

Não só imagem, mas ser real,

Que posso tocar, ouvir, beijar.

Beijar-te sempre pelo bem que me faz,

Pela alegria que me dá,

Por me fazer sentir e querer viver,

Ouvir, falar, amar de novo.

PAIXÃO

Esta sua provocação me faz enlouquecer.

Transforma meu ser

E me faz buscar seu corpo ausente

Numa constancia perene.

Faz-me não dormir, não pensar,

Parar no tempo a te contemplar.

Revirando imagens que me acompanham

Quando não estás. E tu estás? Quando estás?

Teu corpo, só vejo distante,

Inalcançável bailando, cantando,

Aos sons que conduzem corpo e alma.

Que os faz juntar-se sòmente pela magia

Que emana desse momento de paz,

Dor e alegria, de felicidade até.

Para depois se desmanchar

Como se desmancham as nuvens, os sonhos...

Esta minha alma chora, o corpo estremece

Ao te sentir tão distante, ao te buscar na solidão.

E esperar sempre pelo momento

Em que novamente estarás presente corpo e alma,

Pelo poder da música que se espalha no ar,

Absorvida pelo corpo sofrido e novamente recomeçar...
 
 
ROSA 22/08/99