segunda-feira, 15 de setembro de 2014


AOS RESPONSÁVEIS PELO SERVIÇO DE CASTRAÇÃO DE ANIMAIS DE RUA.

O homem, ser humano, macho ou fêmea, continua se comportando como dono da Natureza, não respeitando suas Leis. Esta ideia de que a castração em massa de animais de rua irá resolver o problema do abandono é no mínimo discutível. É preciso pensar antes de tudo que a questão envolve aspectos éticos e que nem todos estão preparados para observá-los. Parece que cães e gatos se transformaram, no momento atual, em moeda de troca e que o procedimento envolve mais dados estatísticos que de natureza solidaria. Os grupos que trabalham nesta área, precisam estar atentos ao tratamento que é dispensado aos animais que vão para a castração. Aspectos mínimos de cuidados com a saúde dos mesmos não estão sendo observados. Parece ter mais importância o cumprimento de um "calendário", de utilização de uma "guia" do que mesmo de como se acham esses pobres animais (em termos de saúde física) que além do sofrimento pelos maus tratos na rua, vão padecer pelo resultado de um trabalho aligeirado e pouco cuidadoso. Já pude, pelo menos trés vezes, observar, em uma mesma clínica veterinária aqui de Salvador bastante falada numa rádio local, que o serviço prestado foi de baixa qualidade o que levou em um dos casos, à castração de uma gata que estava prenhe e em outros dois casos à morte dos animais. Parece que esta busca por resultados estatísticos está deixando de considerar elementos relevantes no que diz respeito à vida: o respeito e a ética. É preciso respeitar os animais no direito que lhes é dado pela Natureza. Tirá-los da rua, do sofrimento, protegê-los e alimenta-los é algo que nos cabe. Porém, em se tratando do controle de população é preciso que se tenha em mente os princípios básicos de sobrevivência das espécies, de equilíbrio das cadeias alimentares , de respeito à vida e sobretudo da consciência de que não somos Deuses. Para que uma ação como esta não venha a se tornar mais um martírio nas vidas desses animais, as instituições envolvidas devem estar credenciadas não só do ponto de vista formal, mas também de qualificação de pessoal, devem ser acompanhadas e avaliadas no tratamento que estão dispensando aos animais de rua, porque para estes não fará diferença morrer na rua ou vítima de um atendimento negligenciado, deixando ainda para quem os levou até lá a culpa por tê-lo feito. Estou realmente indignada.

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