AOS
RESPONSÁVEIS PELO SERVIÇO DE CASTRAÇÃO DE ANIMAIS DE RUA.
O
homem, ser humano, macho ou fêmea, continua se comportando como dono
da Natureza, não respeitando suas Leis. Esta ideia de que a
castração em massa de animais de rua irá resolver o problema do
abandono é no mínimo discutível. É preciso pensar antes de tudo
que a questão envolve aspectos éticos e que nem todos estão
preparados para observá-los. Parece que cães e gatos se
transformaram, no momento atual, em moeda de troca e que o
procedimento envolve mais dados estatísticos que de natureza
solidaria. Os grupos que trabalham nesta área, precisam estar
atentos ao tratamento que é dispensado aos animais que vão para a
castração. Aspectos mínimos de cuidados com a saúde dos mesmos
não estão sendo observados. Parece ter mais importância o
cumprimento de um "calendário", de utilização de uma
"guia" do que mesmo de como se acham esses pobres animais
(em termos de saúde física) que além do sofrimento pelos maus
tratos na rua, vão padecer pelo resultado de um trabalho aligeirado
e pouco cuidadoso. Já pude, pelo menos trés vezes, observar, em uma
mesma clínica veterinária aqui de Salvador bastante falada numa
rádio local, que o serviço prestado foi de baixa qualidade o que
levou em um dos casos, à castração de uma gata que estava prenhe e
em outros dois casos à morte dos animais. Parece que esta busca por
resultados estatísticos está deixando de considerar elementos
relevantes no que diz respeito à vida: o respeito e a ética. É
preciso respeitar os animais no direito que lhes é dado pela
Natureza. Tirá-los da rua, do sofrimento, protegê-los e
alimenta-los é algo que nos cabe. Porém, em se tratando do controle
de população é preciso que se tenha em mente os princípios
básicos de sobrevivência das espécies, de equilíbrio das cadeias
alimentares , de respeito à vida e sobretudo da consciência de que
não somos Deuses. Para que uma ação como esta não venha a se
tornar mais um martírio nas vidas desses animais, as instituições
envolvidas devem estar credenciadas não só do ponto de vista
formal, mas também de qualificação de pessoal, devem ser
acompanhadas e avaliadas no tratamento que estão dispensando aos
animais de rua, porque para estes não fará diferença morrer na
rua ou vítima de um atendimento negligenciado, deixando ainda para
quem os levou até lá a culpa por tê-lo feito. Estou realmente
indignada.
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