quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SALA DE AULA


Sou uma professora de Ciências Biológicas e durante toda a vida profissional atuei neste campo, no Polivalente do Cabula e/ou na Universidade. Os caminhos que encontrei para desenvolver meu trabalho eu os busquei. Busquei sempre e muito porque senti a importância que isso tinha para o alcance dos meus objetivos em sala de aula. Como sempre, continuo achando que a sensibilidade e o reconhecimento da importância da ação do educador em sala de aula, seja ele professor de Matemática, Física, Química ou Biologia, passa pela compreensão do que seja EDUCAR. Estou  falando estas palavras porque continuo acreditando que o nosso compromisso com este ato tão fundamental para a sociedade, precisa estar sustentado por bases fortes, da confiança no ato de ensinar para a libertação. Desssa forma, este processo passa por uma necessidade, às vezes, de sensibilização das pessoas (profissionais) envolvidas, para o valor daquilo que fazem, principalmente quando se trata do trabalho com outros indivíduos, quando estão usando sua força de trabalho exatamente neste campo de ação tão ignorado por muitos: A SALA DE AULA. Esta é a grande questão, estar na sala de aula. E, estando lá, o que fazer? Por que? Para que? Educar quem? Isto demanda ações que não se dão em um palco ou espaço privilegiado de apenas alguns, mas de muitos, de todos que lá estão. É a sala de aula, onde tantos se reunem, todos os dias, todos os anos. Portanto, um espaço coletivo onde as ações ali desenvolvidas deverão repercutir sobre aquelas vidas que ali se encontram, por todo seu futuro. Repensar este momento é algo que demanda tempo, vontade, verdadeiro interesse pelo rumo que a sociedade terá. Dali deverão sair cidadãos, homens e mulheres honrados, respeitados e respeitadores do próprio homem, melhor dizendo, da vida. Que princípios e valores norteiam tal trabalho? Pensamos que, embora os conteúdos sejam relevantes em seu caráter específico,eles são muito mais valorosos enquanto instrumentos de formação, meios através dos quais podemos colocar os jovens ou adultos em contato com formas significativas de ver e interpretar o mundo. Um mundo coletivo, onde podemos nos perguntar o que cada um de nós, professores,  acha que está fazendo ali. Apenas ministrando aulas de conteúdos de Bioquímica, Meio Ambiente, Técnicas de Ensino, Zoologia, Botânica ou Biologia Geral. Mas o que tantas áreas de conhecimento, assim tão estanques, podem fazer com seus conhecimentos isolados? Será que em todas elas não está contido um desejo comum, um significado que nos leva ao conceito de VIDA, ou melhor, VIDA EM SOCIEDADE? E nós, como podemos nos encontrar no uno partindo, aparentemente, de campos tão isolados? Vamos refletir sobre isso de modo coletivo? O projeto que escrevemos nos aponta o caminho que queríamos seguir. Além disso, temos a nossa caminhada que nos faz, a todo instante, parar e pensar sobre nossas ações, intenções e desejo de mudança.
AMRIZZO

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